terça-feira, junho 23, 2009

terça-feira, agosto 07, 2007

Bacondog

Começo por dizer que são duas nortenhas talentosas e duas grandes amigas.

Decidi ir com a minha filha Marta visitá-las ao Porto onde tinham montado estendal no agradável Parque da Cidade a expôr os seus muito bons trabalhos. Vale a pena passar por lá - para além delas, existem outras pessoas a vender artesanato urbano (mas, claro, o da "Bacondog" - é assim que se chamam em jeito de homenagem ao atrevido cão - distingue-se). A feira tem um blog que pode ser visto aqui. Quem quiser levar miúdos (eles gostam; e os graúdos também), existem vários workshops a fazer desde pintura, colagens, etc.

Sempre gostei do artesanato português, mas como alguém já tinha notado, dá um pouco a impressão que ele não se refinou, não seguiu em frente, por isso vale a pena passar no Parque, são coisas feitas por gente criativa e de mente aberta.

Seria uma vergonha não divulgar também o blog da Graça e da Mariana, que está estampado no fundo da figura ao lado – um mealheiro que a Marta ganhou. A visitar!

quarta-feira, junho 20, 2007

Bangkok


Tokyo

Tokyo continua a ser o lugar do inesquecível - as pessoas, a gastronomia, a dimensão, a sofisticação (...) Foi mesmo bom voltar lá!


quinta-feira, maio 10, 2007

domingo, abril 22, 2007

Aeroporto de Frankfurt

Imagine-se uma praça onde se erguem casas à sua volta. Numa manhã de sol, um par de namorados passeia-se ainda sonolento enquanto alguns saem para ir trabalhar... Isto podia bem ser no cenário fotografado em cima (1927). Note-se a imagem imediatamente abaixo, fruto da segunda grande guerra. Não me passeei muito tempo por Frankfurt, mas o suficiente para perceber que é uma cidade que entende o que é a reconstrução. Por isso escolhi os dois postais a preto e branco, um antes e outro depois dos bombardeamentos sofridos. Mesmo a casa de Goethe, que tive o prazer de visitar (ainda que só com "guias" em alemão), é uma reconstrução - isto poderia levantar-nos a questão da sua autenticidade, uma vez que pretende ser uma cópia do lugar, ainda que no mesmo sítio. Contudo, o que se poderia fazer? Nada? Isso teria sido o pior; à imagem de um humano, essa casa mantém a identidade e reconstrói-se face a um acontecimento trágico. Lembro-me agora do termo "Ground Zero" (usado para descrever o sítio da terra mais próximo de uma explosão) vulgarizado hoje pelos acontecimentos do 9/11. Que fazer no "Ground Zero"? Por exemplo os Japoneses deixaram os restos da camâra de comercio de Hiroshima numa manifestação do tipo "We will never forget"; os Americanos substituem o WTC pela Freedom Tower, talvez uma afirmação de liberdade. E em Frankfurt, reconstruiu-se.

Desta vez, o hotel onde fiquei era no aeroporto de Frankfurt. Ainda que pareça um pouco ironico, esta cidade constitui-se como ponto de encontro através dos céus - sabemos que este aeroporto é dos maiores da Europa e um importante hub. Para terminar, tenho a dizer que gostei de passear na Römer (onde ainda se podem ver vestigios Romanos), sob um ameno sol de tarde e à noite ao sabor de uma Weissbier, ver que a traça de 1927 se mantém.

sexta-feira, março 23, 2007

quinta-feira, janeiro 18, 2007

USA II

Ora bolas! Carrego nas imagens dos clips de Laurie Anderson e apesar de ir parar ao Youtube, tudo que obtenho é a mensagem "This video is no longer available due to a copyright claim by Viacom International Inc. ". Como sabemos, a Viacom, que detém por exemplo a MTV, lançou a Google, detentora do Youtube, para as barras dos tribunais onde pede uma indemnização de $1Bn por infringir direitos de distribuição/autor. A par desta discussão, questiona-se se a internet deve ser uma rede de circulação livre ou uma teia onde deve ser dada prioridade a determinado tipo de tráfego - as implicações podem ser a passagem de uma rede "livre" a uma rede com contornos comerciais onde os diferentes serviços se pagam com valor diferente - os norte-americanos embarcaram na discussão que chamam de network neutrality. Básicamente, é a continuidade da nossa modernidade, a reconstrução dos paradigmas e também as estratégias de sobrevivência empresariais...

Mas... onde se passa isto? Pois é, nos Estados Unidos, mas com eco mundial - o planeta liga-se por uma espinha dorsal e organiza-se em rede, lugar do virtual real. O tema introdutório remete-nos onde tudo começou, Stanford, na Californa, mais precisamente Palo Alto. Stanford tem na realidade sido uma universidade "mítica" e parideira de ideias que resultam em empresas imaginativas, note-se HP, Apple, e mais recentemente, Google. Um pouco a norte, São Francisco...

Quem não se lembra de ver nessas series da TV qualquer perseguição policial pelas ruas de São Francisco e ver os carros bater o chão das ruas perpendiculares? Pelos vistos é mesmo assim - que o diga eu, dentro de um taxi depois de uma noite de karaoke no Japan Center (J-Town). Mas não é só o Japão que tem uma comunidade grande em São Francisco, a Chinatown daqui é a maior no mundo fora da China - aqui podem comprar-se vários recuerdos da cidade, "Made in China", claro...

No fundo São Francisco desenha-se como um pano matizado de raças, ideias, arquitectura e sabores, cobrindo as suas (algumas íngremes) colinas. Ao lado da cidade, a falha (a de Santo André) teima em separar a California do território americano e oferecê-la ao Pacífico.

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USA I

United States of America (I)

Sou em primeiro lugar Português, e depois Europeu...
Isto poderia levantar uma implicação, ser anti-Americano, pois qualquer bom Europeu é anti-Americano, assim temos vindo a observar. Não defendo, claro, Bush, mas a outra América, as outras Américas. Sim, existem várias Américas, desde a América representada por Bush, à América de Aldous Huxley, Woody Allen (que tem a simpatia de simpatizar com Europa), Laurie Anderson, e até mesmo Clinton que entendia, junto de Al Gore, a questão global. Tenho aqui a fazer uma nota sobre Laurie Anderson, que para além ensinar escultura é uma música invulgar, sendo artista nomeada para a NASA (sim, aquela agência das naves) - tenho obsessivamente feito posts com videos do Youtube que são deliciosos, é uma Americana. Mas é assim mesmo os Estados Unidos configuram um mosaico onde a dinâmica gera uma determinada profilaxia. Esta dinâmica faz-se notar a quem se passeie por exemplo por Washington, onde estive em Dezembro de 2006.
Um francês diria, "mas eles nem ópera têm"... e disseram! Sim, é esta esquerda, relíquia Europeia, bem guardada e envernizada que é aclamada na Europa, maioritáriamente. Ser a nação mais poderosa do mundo tem os seus custos, não só financeiros mas também de opinião. Olhemos por momentos para França. Continua a ser uma potência Europeia, mas paga o preço do seu social-porreirismo... A sua obsessão anti-Americana é disparatada, assim como os seus efeitos no resto da Europa - existe uma engratidão enorme relativamente aos EUA... quem se atreve sempre a lutar com os seus exercitos? Já se esqueceram da segunda guerra mundial? No fundo a América é para a França um sucesso inaceitável...
Claro que a América tem coisas más, mas não terão todos os países?
Pessoalmente sinto-me confortável com os USA (ainda mais depois de Bush), pois sei que é um sítio onde a democracia mais tarde ou mais cedo acaba por fazer a denuncia do que está errado e com isso muda as coisas...
Só quero acrescentar que vi uma exposição fenomenal de Rembrandt na National Gallery of Art, Washington DC, onde pude apreciar um retrato de um físico Português do séc. XVIII. É giro pensar que já fomos um grande país... um questão de atitude!

sábado, novembro 11, 2006

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Ελλάδα

Voltar à Grécia pode ser sempre bom. Especialmente com tempo para vermos um bom museu e passear pachorrentamente pela Plaka Ateniense num Domingo à tarde depois de uma boa refeição mediterrânica. Não por azar (mas porque assim é) volto aqui na chegada do Inverno - gostaria de estar cá no Verão, e em boa companhia a degustar por exemplo um bom vinho de Creta à sombra destes caramanchões que tornam esta Plaka tão... apeladora...


sábado, setembro 23, 2006

segunda-feira, agosto 28, 2006

"Faked in China"

Who? What? Why?

Segundo as mais variadas mas concensuais teorias de análise de marketing/gestão, são sempre estas as perguntas que acabam por se colocar naquilo a que já estamos "enjoados" de chamar de case-study...
Mas que discurso economicista é este?
É mesmo isso, por mais que se fale na China, hoje "caímos" nisto, no discurso economicista.
Mas é necessário repôr o espaço-tempo, trata-se de Pequim (ou Beijing, dependente do meridiano...), e estamos em 2006, altura em que ainda se expõe em Tiananmen Mao Testung (ou ainda por questões meridionais, Mao Zidong).

Quem?
São milhões... milhões com uma auto-estima grande, um acordar milenário, desde a muralha à ínfima folha de chá... a China acorda, desde o operário fabril à mais fina flôr biotecnologica, uma incerteza... Se calhar é isso mesmo, a globalização talvez tenha sido o gatilho da incerteza, da oportunidade, da homogeneidade e ao mesmo tempo da diversidade. Em Pequim são muitos os que falam inglês; encontram-se também muitas estudantes que em desculpa de "querer praticar inglês falando", procuram um jantar grátis e uns "papalvos" para levar às compras em lojas onde tenham a "comissãozita". São também muitos os que se vêem por Tianamen e nao são de lá, os que se vêem nos hoteis e só passam por lá, e os que vagueiam na noite e não parecem de lá. Está toda a gente na China...

O quê?
Pequim pode mesmo ser pouco representativo do que realmente é a China, mas o efeito do pensamento de Confúcio está estampado nas superstores que são montadas "para ocidental comprar" - desde uma memória USB (várias marcas) a um Rolex tudo se pode encontar por lá, e advinhe-se, ao preço da China! (a questão do funcionar é outra aqui)... Quem vai à China deve experimentar (e de certeza que o faz) lá fazer negócio, e estou a falar dos negócios mais simples, do tipo comprar um casaco - o mais difícil é perceber qual é o preço "justo" para qualquer coisa (penso que demora dias a aprender a negociar). Uma vez entendido o "vocabulário", podem conseguir-se descontos de até 90%!
O centro de Pequim está a poucos quilometros de parques tecnologicos onde podemos encontrar empresas como a Microsoft e Google, assim como de algumas secções da Grande Muralha - isto gera um contraste interessante, pois o que outrora se erguia como um grande muro defensivo serve hoje de mirante e passeio a todos nós, e as vistas são muito bonitas, tenho a dizê-lo!
No centro, Pequim move-se, dilui-se, restaura-se, polui-se,..., as gruas desenham a cidade e adivinha-se um crescimento descomunal - a fuga do campo para a cidade (a das pessoas), e a evasão da cidade para o campo (a das máquinas).

Porquê?
É assim que funciona...
A entrada da China na OMC, a estagnação das indústrias nos países inflaccionados, o individamento dos EUA, e outros tantos, configuraram uma profilaxia a favor da China, e assim vai ser nos próximos tempos. A economia Chinesa cresce a dois dígitos - é hoje o sítio do mundo onde se realizam e desenvolvem negócios do tipo bilion-dollar, lá no país de sistema comunista-capitalista. Ou será capitalista-comunista? Parece um paradoxo, mas acho que este paradoxo existe porque ambos podem ter morrido, ou só ainda existem numa viragem de paradigma...
Porque o paradigma é este, é talvez o de o surgir de uma hiper-nação (não a China, mas outra meta-nacional) onde determinadas coisas acontecem em determinada altura porque assim se reuniram essas condições. E se calhar assim não é mau, pode ser que por exemplo África se torne num grande fornecedor de países como a China (e deixe de ser o cliente das ONGs Europeias e Norte Americanas que num marketing de bondade vão impedindo que as suas agriculturas super-protegidas deixem de fazer sentido).

Como escreveu Brian Eno, em "China my China", "Your walls have enclosed you, have kept you at home for thousands of years", tal só poderia resultar numa explosão, e parece que a toda a força e velocidade...

domingo, julho 16, 2006

sexta-feira, julho 14, 2006

sexta-feira, junho 30, 2006

Lost in Translation

Ele tem uma mulher sufocante e um casamento já enfadonho, ela é casada há dois anos e as amantes do marido são a fotografia e a fama, em resumo outras paixões. Ela, tem 25 anos e poderia ser o Porshe que ele, cinquentão deseja ter. Eles conhecem-se e "descambam" na paixão, a outra... e tudo isto passa-se, no Japão! Pois é, trata-se de "Lost in translation", mas se há uma coisa de que este filme não trata, é do Japão. Sofia usa hábilmente este dispositivo, que confere uma envolvente onde se coabita com uma escrita diferente, uma linguagem diferente, religiões diferentes, hábitos e modos diferentes - o Japão funciona por isso como um acessório, mas o sítio ideal para este nonsense. Contudo, este acessório Japão, funciona como uma alavanca destas relações - o que enfatiza mais o lugar do impossível possível obtido pelo contrastante nível de sofisticação (os neons, a tecnologia, a grande metrópole, etc...) perto da antropologia oriental. Por isso "Lost in translation" fala de estranhos num sítio estranho, da comunicação, do pragmatismo da vida face à paixão, de encontros e desencontros, do essencial e do fugaz-banal, de paixão e tédio.
E o que é o Japão afinal...?
O melhor é mesmo ir ver..
E termino assim este post com música dos "Jesus & Mary Chain" que Coppola escolheu para a despedida de "Lost in translation" - eis a letra (pode ouvir-se aqui):

Listen to the girl
As she takes on half the world
Moving up and so alive
In her honey dripping beehive
Beehive
It's good, so good, it's so good
So good

Walking back to you
Is the hardest thing that
I can do
That I can do for you
For you

I'll be your plastic toy
I'll be your plastic toy
For you

Eating up the scum
Is the hardest thing for
Me to do
Just like honey
Just like honey
Just like honey
...

domingo, maio 14, 2006

quarta-feira, abril 26, 2006

Rollerblades e fracturas sociais

Bem, não era exactamente o propósito deste blog ser uma espécie de sítio de queixume, mas acho que também não corro esse risco.
Ontem foi o 25 de Abril, uma data cara para alguns portugueses (a maioria, espero), e como diz a minha amiga arquitecta Mariana, que seja para "sempre"! E por falar em arquitectos, foi exactamente ontem inaugurado no Porto o bairro projectado por Siza Vieira, com as primeiras ideias apontadas antes de Abril de 1974 e cuja arquitectura urbana e habitacional foi, depois do 25 de Abril de 74, desenvolvida no âmbito do plano de habitação de emergência SAAL (Serviço Ambulatório de Apoio Local).
Mas que tem isto a ver com rollerblades e fracturas sociais? Acho que tudo, e o post poderia até ser escrito fazendo referência ao dia de Páscoa, ou melhor, ao dia de desacralização da Páscoa. E porquê? Porque o que se passa hoje é que o feriado perde (ou tende a perder) o significado original. Por exemplo nos feriados que acontecem durante o ano (pelo menos falo de Aveiro), quase não se faz notar alguma atmosfera do acontecimento que lhes deu origem - é como que se esvaziassem únicamente num dia de férias.
E foi isso que aconteceu ontem, Aveiro era uma cidade de férias. Quem viesse "de fora" (fora de Portugal, está claro) poderia interrogar-se porque é que o comércio estava fechado e as praias e parques cheios de pessoas - qual simbologia, qual comemoração. Quem contará a história do fim de uma ditadura aqui, em Portugal? Mas não pretendo alongar-me muito acerca do tema. E assim foi, depois de uma corrida na praia, fui andar de patins em linha à noite para perto do centro de congressos, um sítio bastante agradável. E foi mesmo um acontecimento social (não de grande dimensão, mas muito agradável) - eu, o Fonseca e o Maia patinavamos pela fresca Aveirense, eu e o Fonseca como caloiros e o Maia como "o mestre". Bem, mas quando o discípulo quer fugir à lição às vezes perde alguns ensinamentos. Et voilá! Eis que tento dar um salto e correu mal, caí com o corpo em cima da minha perna esquerda - azar dos azares (e até ouvi!) o meu perónio fracturou ali mesmo... Fim de noite! Agora tenho uma perna engessada e sinto-me um "Português NEM TANTO à Solta". Mas podia ter sido pior, o que incomoda é que vão ser semanas com um apêndice de gesso que não é meu...
Há contudo nisto algo que pode ter a ver com este blog - a questão das viagens. Como vou ficar quietinho, penso que vai dar para viajar muito, bem ao jeito do Almeida Garrett, que em "Viagens na minha terra" consegue grandes passeios sem sair do seu quarto. Bem, espero que ao menos isso, que não nos falte a cabeça, e a todos nós, pois na actualidade a diferença está é mesmo no pensamento...
E fico por aqui, pois ainda não sei como será andar de canadianas e preciso de me habituar, mas nestes dias foi o que aconteceu, falou-se de liberdade (da falta dela), de rupturas, mudanças e esperemos que as fracturas não sejam graves.